ROGOS
Tire o véu do tempo que nos cobre
Este fino, imperceptível e leve
Que ambos sabemos existir
Permita com algumas tuas arrumações
Que eu enxergue o que existe
E me coloque num lugar seguro
Dê-me a liberdade de não precisar partir
Ajude a desvendar palavras sobrepostas
O que vai em versos interrompidos
Preciso do calor que sobe do chão
Sustentando minhas pernas bambas
Ar quente que me enlace a alma
Quero ouvir a voz grave que convence
Entrando sorrateira, porém macia e leal
Acendendo os olhos, insistente
Nada maior ou menor do que os anseios
Tudo o que possa alcançar o imaginário
Ser arrebatada além dos sonhos e devaneios
Beatriz Prestes




































