14 Janeiro 2012

Cenário



CENÁRIO

Abro minha preguiçosa e antiga janela
E num ranger ela anuncia o sol
Felicidade os telhados terem estancado
Não encobrem minhas montanhas
Meu verde tão necessário aos olhos
Meu pedaço de chão intacto...
Ainda convivo com a vastidão sem medidas
Igual aos meus sonhos de amor
Quimeras ambiciosas sobre o que não haverá
Imensidão que faz imaginar o que há além
Que bom continuar com o meu céu impecável
Pronto para receber olhares rogativos e ávidos
Mas estranhamente calmos e conformados
Permanece aqui meu horizonte exuberante
Desalinhado a ir e vir com o vento manso
Que se encarrega das tantas mutações
Vida e surpresas mobilizando suas encostas

Como podem ser boas algumas coisas que não mudam...


Beatriz Prestes

30 Dezembro 2011

Feliz Ano Novo!



Mais um ano...
Em que no horizonte dos séculos
Põe-se manso, devagar
Mais um ano...
Como tantos outros
Com ardentes pedidos
Anseio de realização
Apego na esperança
Mais um ano...
Onde os pequenos enfeites
Disfarçarão
Melancólicos sorrisos
Onde músicas alegres
Encobrirão o silêncio da alma
E mais uma vez, votos!
Mais um ano...
E desta vez sem pedidos
Só meus agradecimentos
Sem rituais
Que sempre e insistentemente
Tentam barganha de felicidade
Desta vez fico apenas na fé!
Mais um ano...
Em que pela primeira vez
Para mim será urgente saber
Que no Novo Ano
Lindas coisas irão me acontecer!
Mais um ano...
Onde delicadas luzes
Permanecerão acesas
E será noite de música
Muitos brindes, linda mesa
Mais um ano...
Com votos felizes
Para finalmente
Chegar o adormecer
Frente à janela que se abre
Bafejando o sol
Marcando no rosto
O sorriso iniciado na noite
De um novo ciclo
Que agora se apresenta
Feliz Ano Novo!!

Beatriz Prestes







02 Dezembro 2011

Um momento bonito



UM MOMENTO BONITO

Como são boas certas imprudências cometidas
Ousar, surpreender e felicidade proporcionar
Incorporar posturas urgentes, viver como canção
Garimpar papel bonito onde poesia irá brotar

Chegar em casa e encontrar pétalas pelo chão
Sentindo pelos cantos o cheiro de amor ofertado
Surpreender-me com o nunca esperado
Vestir-me de renda macia e perfume encantado

Caminhar pelos cômodos, deliciosamente insone
Ornada com pedrarias brilhantes e fantasiosas
Como em um espetáculo místico em movimento
Um desfile de fantasias bem no meio do peito

Que espera infinda pelo sol vermelho que queima
Ventania que renove, desmanche e desalinhe
Para enfim me sentir pousar em galho forte
Onde eu encontre um balanço divertido e firme

E deste balanço eu não tema o impulso ou a altura
Que na minha imprudência eu voe além dos confins
Avançando por entre partículas e moléculas coloridas
E encontre um pouco de carinho que me felicite enfim


Beatriz Prestes

28 Outubro 2011

Marcas


Ainda impregnado como mancha
Teu cheiro evanescente
Só em mim faz a tal morada
Tento agarrar memórias
No instante em que fecho as mãos
Tranço os dedos como quem precisa
E roga por momentos reter
Como unhas de gato que escalam
Fixando-se no alvo desejado
Pensamentos aos saltos
Coração no ritmo do descompasso
Almejando presença que jorra e não estanca
No mesmo repetitivo e doloroso instante
Em que nada mais eu queria, além de ficar...
Volto à mim, pós reflexões
E ainda me sinto atônita frente ao que sinto
Pois teu cheiro imantou-se
Incrustou-se em meu cenário
Um castigo de ilusões torturantes
Na cama em que nunca deitastes

Beatriz Prestes

23 Outubro 2011

Dueto Beatriz e Renato

Pedaços do que se sente // tempo ausente
Repletas canções // que norteiam momentos
Que ouço, ouço e ouço // a alma escuta
Tempos sutis // que se repetem
Que passam // como tudo na vida
E nem percebo // sonhos entorpecem
Vozes reais // também escuto
Que não mais registro // mas ficam na lembrança
Presença... // constância pura
Isenta de toque // pele sedenta
Marcada...// arrepiada
Apenas por lembranças // tatuagens permanentes
Passado...// ontem se repete
Que me atormenta // desespero lúdico
Fecho-me...// bate o coração
Balanço indefinido // vai, mas volta, sempre
Tempos reais... // relatividade sombria
Fora do meu compasso // mas dentro de passo
Fora do meu ritmo // e há dança prometida
Notas musicais inexistentes // o coração escuta
Criadas como alucinação // é paixão persistente
Dentro do meu Silêncio // que beija os ecos da melodia.

Beatriz Prestes// Renato Baptista

15 Setembro 2011

Lembrança



LEMBRANÇA

Chega até mim
E reparte-se
Faz-se caleidoscópio
Com mil prismas
Agasalhada pela noite
Cúmplice das sombras
Pelos anos cadenciada
Como sonata longínqua
Perdida no passado
De tantas cartas escritas
Silenciosa e compassiva
Acalentando desejos
Que guardam o sorriso
Sorrateiro e profuso
Que me arrebatou

Beatriz Prestes

03 Setembro 2011

FALAS DO MEU CORAÇÃO

FALAS DO MEU CORAÇÃO

Sinto os ares do tempo
Mil cores das folhas que caem
Frente à minha retina inquietante
Que absorve os movimentos
Um a um dos acontecimentos

Coisas indecifráveis dentro de mim
Expostas apenas por olhos tristes
Querendo pegar carona suave
Em asas frágeis de passarinho

Pois sempre quero e preciso fugir
Desta falta que imobiliza, poda os sonhos
E tantas vezes cega e ensurdece
Por apenas querer as graças
Das atenções senhoris

O certo, é que o tempo é pouco
Nada suficiente para o que pretendo
E este pretender precisa correr
Impor datas, começar a acontecer

Retomar o prazer de meus contornos
Sensibilidade da minha carne
Arrepiar da pele condenada à amar
Deixar a ventania desfilar por meus cabelos
Causando grandeza, paixão, redemoinho

E como sugeriu Fernando Pessoa...
Em tudo encontrar felicidade e prazer
Perceber que pelo pouco, que é tão muito
Saber que valeu tudo ter acontecido


Beatriz Prestes

21 Julho 2011

CARTA SUBMISSA



CARTA SUBMISSA


Depois de tantos silêncios tormentosos
Volto ao meu esconderijo rapidamente
Escrevo um bilhete pedindo despreocupação
Coloco meus saltos altos, vestido bem moldado
E vou caminhando explicitamente, banhada de sol

Pois chega de pausas cheias de expectativas vãs...

E assim caminharei em direção, por entre tuas mãos
Com desejos e toda devoção, servindo-te
Como se serve aos inatingíveis senhores
Desacertando olhares e palavras
Agradecendo o desprezo e o pouco sorriso

Existem almas que se comprazem no dolorido...

Permitindo coisas como o ultraje
Como se fossem tapas explícitos e carregados
Para imediatamente depois surgirem os desejos
Daqueles com tons egoístas, que não doam
Mas buscam o querer que arde e não fenece

Algo como o sentimento que não para, doença que não sara...

Indo, sempre indo, lutando para não fenecer em si
Vivendo sem restrições este amor ainda tão carnal e humano
Amor de arrepiar a pele, fazer estremecer, odiar
Amor que não sabe vencer distâncias, nem obstáculos
Amor que está longe de compreender tantas dificuldades

Abençoadas sejam as tantas intempéries que me ensinam...


Beatriz Prestes

29 Junho 2011

DOSES DE AMOR



DOSES DE AMOR

Amor
Esse amor meu
Que é uma cicatriz
Nem me lembro
Em que tempo foi
Que tão profunda, adquiri
Pois este amor
Que sinto em mim
Parece não ter tido começo
E não terá jamais um fim

Amor
Com doses de renúncia
Cheio de silêncios
Presságios
Pressentimentos
Antro dos meus desejos
Força como imã
Sentimento meu de entrega
Que habita o teu olhar

Amor
Que perdeu-se no tempo
Das coisas possíveis
Sono bom e exausto
Riso desarmado
De ver de novo
Enxugar olhos tristes
Espantar pensamentos turvados
Que insistem em esperar


Beatriz Prestes

04 Junho 2011

GUARDADOS DA ALMA

GUARDADOS DA ALMA

Lembro das noites que se foram
Dos incontáveis cálculos que fiz
Esperando as conjunções
O exato momento da felicidade

Lembro de todas as minhas letras
Ensaios das declarações
Que guardava em meus papéis
Amontoado de sentimentos

Lembro de tantos anseios
Mistura de júbilo e preocupação
Intuição confirmada
Olhos inchados, mãos desajustadas

Lembro das vezes tantas
Em que saía por aí, à tua procura
Alma cheia de crenças e tropeços
De onde reaprendi todos os movimentos

Lembro da respiração mútua
Cheiro doce e morno da felicidade
Que condensavam palavras em versos
Preparadas dentro do peito

Lembro de ontem, de hoje
De agora à pouco
Em que mais uma insistente vez
Tua ausência pesa como mortalha


Beatriz Prestes

10 Maio 2011

DESORDENADA





DESORDENADA

Hoje estou sem palavras
Pois elas moram dentro da tua boca
Onde a minha enrosca
Quando tento falar de amor
E me perco na tua imagem
Boca, dentes, lingua ardente...
Hoje estou aqui só, e sem sono
Com meu corpo que gela por dentro
No momento em que lembra
Da tua mão forte
Corpo em ritmo quente
Ah, que falta me faz este sono
Que ficou amarrado em teus braços
Que me acolhem sem medo
E me devoram...
Hoje vigilante, fico com os sonhos
Os de olhos abertos
Procurando a lembrança perfeita
Aquela que vai reconstruir
Todos os meus planos de amor
Então, embarco nestes meus sonhos
E neles só tenho você
Inteiro aqui em meus lençóis
Despertando-me
Fazendo-me desistir de tudo
E prometer
Que o que quiseres de mim
Eu dou...

Beatriz Prestes

22 Abril 2011

OLHAR E SORRISO

OLHAR E SORRISO

Procuro resquícios do teu olhar
Aquele que me marcou
E carrego na tela da alma
Olhar que reflete meu sorriso
Aquele que me escapa
Nos momentos tantos
Em que contigo sou feliz
Sorriso que é todo teu
Porque o teu eu vive em mim
Procuro teu olhar
De tons infinitos
Estampando de vez
As súplicas do meu sorriso
Que à ti, e em tudo
Confirma que sou tua
Este é o meu destino

Beatriz Prestes

02 Abril 2011

ENCANTOS

ENCANTOS

Ai que vontade de encantos...
Lençóis macios e brancos
Paredes enfeitadas
Carinho e formosura
Botão de rosa me esperando

Ai que vontade dos teus encantos...
Homem de gestos inquietos
Mãos que desenham artes e versos
E tocam meu corpo dedicado
Que te chama e espera, brando

Ai que vontade de te encantar...
Com vestidos de seda
Lindos, soltos e flutuantes
Envolver-te no fervor de beijos
Em tarde ávida, quente e vermelha

Beatriz Prestes

18 Março 2011

VIVO...EM CARNE VIVA

VIVO...EM CARNE VIVA


Pele minha que tanto vibra e arde
Olho para o céu de infinitos
Em sua eternidade cristalina
Vejo um universo vivo e brilhante
Que talvez eu quisesse experimentar

Mas fico no mundo real, meu mundo
Onde as gotas de suor brotam
Escorrendo até a minha boca
Que sente o salgado, da doce vida
Que espero em anseios para ser vivida

Olhos de menina, aquela mesma inquieta
Enxergando hoje a vida, como mulher
Sem delimitar os contornos do que vivo
Em minha alma extremada e banida
Construindo vida em pleno ar

Gestos e versos meus dando forma
Aos cantos tantos, habitantes de minha alma
Onde ecoam minha voz e corpo
Em minha conturbada viagem sem pouso
Preciso do silêncio dos teus braços

Busco o fervor das preces onde imploro
Ouvir tua voz, aforgar-me em teu suor
Fugir do pânico das eternidades sem você
Pois me bastaria apenas uma palavra, tua palavra
Acalmando esta selvagem em meu peito

Beatriz Prestes

03 Março 2011

UM POUCO DE SONHAR



UM POUCO DE SONHAR



Deixe por momentos
Meu olhar poder se fechar
Para sair de mim
E por universos com você viajar

E sem razão ou direção
As fronteiras do sonho ultrapassar
Fugir de um mundo perverso
Da senda insana me libertar

Sonhar sim, semeando meu amar
Expor meus anseios imersos
Sonhar para sentir
Lançar à você os meus versos

Sonhos vislumbrar com o coração
Sentir de modo inverso
Agasalhar-te em meu corpo
Dar-te o momento certo

Mergulhar em mundo novo
Com você me aventurar
Mesmo ás vezes vertendo lágrimas
Que lavam minhas faces a queimar

Vagar e sonhar pelo azul
E por sonhos já dominada
Ascender com você às estrelas
Entre astros e galáxias
Enfim encontrar nossa morada

Beatriz Prestes

15 Fevereiro 2011

SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO



SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO



Sonho com o caminho simples
Reto como flecha
Incisivo como espada
Corpo firme rasgando o ar
Decisivo em minha direção
Desferindo golpes
Capazes de dissolver dores
Decretando felicidade
Preenchendo vazios deixados
Construindo coisas para mim
Construindo coisas em mim
Criar movimentos na minha pele
Na minha boca, no meu jardim
Afagar meus cabelos
Soprar meu pescoço
Afastar as cortinas que dançam
Deixando entrar como magia
O misterioso clarão da lua
Os sons vibrantes da natureza
Folhas que fazem canção
E ser plena por algumas horas
Viver decididamente
Mergulhar serena
Ardente e macia
Na morna e enluarada
Tão avidamente sonhada
Linda noite de verão


Beatriz Prestes

27 Janeiro 2011

SENTIR, REALIZAR



SENTIR, REALIZAR

Saber sentir
Entender enfim
O que cada poro
Tem à transbordar

Cheiros, perfumes
Só exalam
Quando o coração
Acelera por amar

Perceber com a alma
A importância dos detalhes
Para que o grande amor
Possa continuar

Alma que se conhece e ama
Introjetada na nossa está
Não se pode relegar
Tem que ser aquele "somos um"

Que em poesia docemente ouve-se falar...



Beatriz Prestes

08 Janeiro 2011

TUA ROSA



TUA ROSA

Quando contigo estou
Sinto-me rosa
Desabrochando amorosa
Em tuas mãos
Transformo-me em mim mesma
Reinvento-me, cresço
Torno-me na mulher que sempre fui
Encontro o caminho certo
Dedico-te meus dias e meus versos
Para que cuides de mim
Com teu doce esmero
Pois sou a mesma flor
Que foi-te entregue
Desde o primeiro dia

Beatriz Prestes

14 Dezembro 2010

FEITIO

FEITIO

Queria não ter nascido assim
Indomada, tão moldada
Incrivelmente forjada no afeto
Acreditando nos sonhos bons
Que aguardei com data marcada
Vivo nos reencontros
Que me proporcionam a palavra
E às vezes por tudo isso
Suplico e muito paraliso
Há muito não me permito o luxo
Das deliciosas e sombreadas tardes
Fico mesmo rondando pela realidade
Pois as angústias...
Conheço com intimidade
Busco possibilidades no movimento
No espelho embaçado da memória
Onde lembro de todo acontecimento
Corpo meu, que sabe muito do seu
Desenhos tantos nossos, no mundo
E sigo mergulhada no afeto
E por eles me achego
Doce, aflita, tomada de medo
Mas sempre inteira
Sem esperar o fim
Não querendo muito mais
Dando graças de ser assim

Beatriz Prestes

05 Dezembro 2010

SAUDADE

SAUDADE

Saudade...
Tão minha amiga
Melhor dizendo, minha senhora
Que me faz sentir a falta
Do que vi, do que não vivi
De tudo que perdi
Pela vida afora
Saudade...
Que tão bem sabe fazer triste
A ponto de fazer sonhar
Com plena felicidade
Suficiente para querer mais vida
Saudade...
Cruel guardiã de cela
Que me aprisiona na distância
Enclausurando-me sobre a cama
Onde escorregam pontas
De uma colcha, ainda macia e alva
Como vestido ardente de mulher
Saudade...
Que antecipa o gesto
De minha alma intempestiva
E ainda assim
Espero-te hoje em meus sonhos
Doce, como mulher que aguarda
Corpo ainda frágil, fácil, despido
Ainda teu...

Beatriz Prestes

25 Novembro 2010

BREVE PÁGINA DE PAIXÃO

BREVE PÁGINA DE PAIXÃO

Espio pelas frestas que me restam
Escorrego pelos cantos solenes
Silenciosamente, enquanto...
Abusas do direito de ter
Ouço discursos clandestinos
Engulo fel que me chega manchando
Olho e comparo outros destinos
Enquanto minha boca silente
Continua carmim, úmida, tua enfim
Fico vestida de rendas proibidas
Banhando-me em lavanda e esperando
Com o corpo encharcado, perfumado
Coberta por pétalas, em desejos matinais
Fico guardada por vidraças e cortinas
Cascatas de mantos leves e roseados
Esperando teu breve toque na porta
Chegada...
Anunciação...


Beatriz Prestes

13 Novembro 2010

NOITES DE AMOR

NOITES DE AMOR

Onde estão?
As noites inesquecíveis
Quais são?
Podem ser tantas
De tantos modos
As minhas...
Não são apenas noites
São fora do tempo contado
São entre luzes azuis
Tardes de paixão
Banhadas pelos matizes
Filetes de sedução emaranhados
Cores quentes aveludadas
Lindos tons de paixão
Muita vontade
Em constante pulsação
Ali me esqueço
E nossas noites vivemos
Corpo em corpo
Lençóis, palavras
Todo o desejo ardendo
Em qualquer movimento
Não importa
Ali vivemos...
Como podemos
Felizes com o que temos
E temos!
Todo sentimento
Absoluto!
Em qualquer momento...


Beatriz Prestes

03 Novembro 2010

POR DENTRO - Beatriz e Renato

POR DENTRO

Esse gosto teu que fica em minha boca
Frio na espinha, resposta do desejo
Mãos minhas que temem e tremem
Buscam as tuas em movimentos sem precisão
Olhos meus que se alongam em tua direção
Parecendo não ter idéia do que se trata o infinito
Perco-me no medo de ter arranhado jóia preciosa
Quando vem a dor sem predicados que cresce rumo ao céu
Aflições em meu estômago apertado, em seus nós de paixão
Ah, esses meus sonhos poéticos que gritam antes de falar
Esse meu amor que é sempre, e para sempre será
Esse meu sentimento que é diamante puro e raro
Essa memória tua que não sai do meu corpo
Que de tanta beleza em seus tantos atos
Não carece de julgamentos, desvios ou perdão
Por isso em desespero tão comum e feminino
Imploro por mais sonhos, amar, por não viver em vão

Beatriz Prestes


Esse gosto que é teu gosto
E o frio que vem de dentro
Mãos que acariciam e afagam
E encontram mãos amadas
Olhares que se encontram
E que antes estavam perdidos na busca
Enquanto medos agiam como sombras
Trazidos pelo vento que assola
Mas vida brota a cada instante, vida paixão
E a poesia grita e entrega versos aos beijos
Fazendo eterno o amor anunciado
Amor diamante, puro, eterno
Que reflete os corpos unidos
Revelando retrato imortal
De um amor sem preconceitos
Sem desandos, sem miragens
E por isso, em desespero masculino
Rogo por sonhos, por amar, por não viver em vão

Renato Baptista


23 Outubro 2010

QUASE UM CONTO DE FADAS


QUASE UM CONTO DE FADAS

Tú que não estás comigo
Nos meus momentos escassos
Mas em meu pensamento tú vives
E fico na espera de teus afagos

Preciso sentir o teu ombro
Sossegado e colado no meu
Olhando para frente em silêncio
Leveza na alma, sem estremecimento

Contigo sinto e respiro vida
Envolta em pétalas que me acalmam
Perfumes que vão me desnorteando
Maciez onde espero-te desabrochando

Faço plenamente meu, o que desconheço
Ajo com precisão, escolho surpresas
Uma a uma montando meu sorriso
Sem travos amargos ou enegrecidos

Almejo destinos para juntos caminhar
Beijos quentes, sabedores de teus sonhos
Viço nos papéis onde escreverei
Palavras retas, versos que te enviarei

Junto e dou-te as pedras conquistadas
Na esperança de que ergas um castelo
Com muitos e lindos beirais delicados
Mirantes de espera em olhares ávidos

Faço agora meu novo ano se abrir
Para tudo voltar a sorrir e ser certeza
Colhendo minhas rosas de vidro
E que me sirvam os sapatos de princesa

Beatriz Prestes

14 Outubro 2010

MOSTRA POEMINIS - FLORES DA MINHA VIDA


























Cada um destes Poeminis, tem um significado real e especial em minha vida.
São treze flores que fizeram e fazem parte da minha história

Beatriz Prestes