
CENÁRIO
Abro minha preguiçosa e antiga janela
E num ranger ela anuncia o sol
Felicidade os telhados terem estancado
Não encobrem minhas montanhas
Meu verde tão necessário aos olhos
Meu pedaço de chão intacto...
Ainda convivo com a vastidão sem medidas
Igual aos meus sonhos de amor
Quimeras ambiciosas sobre o que não haverá
Imensidão que faz imaginar o que há além
Que bom continuar com o meu céu impecável
Pronto para receber olhares rogativos e ávidos
Mas estranhamente calmos e conformados
Permanece aqui meu horizonte exuberante
Desalinhado a ir e vir com o vento manso
Que se encarrega das tantas mutações
Vida e surpresas mobilizando suas encostas
Como podem ser boas algumas coisas que não mudam...
Beatriz Prestes

















































